2019 foi um
ano conturbado para todos. Eu o definiria como um ano que testou todos os
nossos limites. E não diria que fora o pior de todos os tempos, mas foi para
mim e para muitos, um ano de perdas, altos e baixos.
2019 vimos
notícias que não deveriam nos assustar tanto, já que vivemos em meio ao caos. Deveríamos
estar acostumados, certo? Mas, não. Ligamos a Tv e nos deparamos com tragédias
que nos marcariam para sempre. Ainda não acostumamos com a ideia de viver
tragédias todos os dias e que elas são inevitáveis.
Tivemos muitas
perdas, que arrisco dizer que todos nós perdemos um pouco. Não apenas na vida
pessoal, mas sentimental, emocional e familiar.
Vimos pessoas partindo
e enfrentamos a difícil missão de continuar.
O meu 2019 foi
intenso. Mas assim como os baixos da vida, onde caímos e acreditamos no
pensamento sobre estarmos fracos demais para levantar, é nas quedas obtemos
ensinamentos.
Foi preciso
disciplina, lembrar dos sonhos futuros e dos projetos que ainda estavam no
papel, para então decidir andar apesar das situações. Sim, é nas situações mais
difíceis que somos moldados em pessoas mais fortes. A escola da vida não possui
uma educação falha. E apesar de seu método ser um tanto doloroso, se faz
necessário.
A verdade é
que ninguém levanta senão cair e nem acerta senão errar. Faz parte da vida. O
problema é a nossa recusa de nos moldarmos aos métodos que a vida nos propõe. E
falando assim, você poderia questionar o porquê consigo afirmar isso. Mas quero
que saiba que nem mesmo eu sou capaz de aceitar com tanta facilidade.
Porque não é
fácil ver alguém partindo ou perder um emprego quando mais se precisa. É um
desafio que todos enfrentamos e que não apenas os mais fortes são capazes de
enfrentar com facilidade.
Mas quando nos
recusamos a aceitar o que a vida nos dá, fica extremamente mais difícil de
superar qualquer coisa. Logo porque a superação, seja ela em qual área for,
precisa partir da nossa aceitação em entender o caminho que nos levou até aqui.
Aceitar que a
vida é passageira, é um exemplo de que ela quer nos ensinar a estarmos prontos.
Não apenas para perder alguém que amamos, mas também para perder a nós mesmos.
2019 foi um
exemplo de numeras perdas. 2020 talvez seja o ano de maior número de pessoas
mais preparadas. Pessoas que choraram, não tiveram tempo para se despedir e nem
perdoar...
A vida em sua
brevidade sempre está pronta para nos ensinar através das situações que vivemos.
O mais triste é que sempre escolhemos estarmos presos a dor e ao sofrimento; as
murmurações e aos sentimentos que nos atrasam.
Eu espero que
esse novo ano seja um ano de pessoas prontas. Maduras psicologicamente e
emocionalmente. Que depois de uma guerra, tenham entendido o quanto somos
responsáveis pelo dia do hoje.
Que não se
arrependam tarde demais, mas que aproveitem até o último segundo.
Que 2020 seja
o ano de colheita farta depois dos dias nublados, mas que, sobretudo, seja o
ano que ao contar conosco, estejamos mais convictos da nossa força.
FELIZ 2020.

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